A Prefeitura de Araguaína realiza nesta quarta e sexta-feira, dias 25 e 27, uma capacitação dos profissionais de toda a Rede de Atenção Básica em Saúde do Município, voltada ao manejo clínico da Tuberculose na Atenção Primária.
O treinamento, destinado a médicos e enfermeiros, tem foco no diagnóstico, tratamento, prevenção e acompanhamento dos pacientes que procurarem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município apresentando sintomas da doença.
A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde faz parte das ações da Campanha Contra a Tuberculose 2026 promovida pelo Município, com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose, além de ampliar a conscientização da população e dos profissionais de saúde sobre a importância do enfrentamento da doença.
Envolvendo a população
Durante todo o mês de março, a Prefeitura de Araguaína tem realizado um trabalho educativo nas 23 UBS do município, cada unidade realiza um Dia D de conscientização com o objetivo de alertar a população sobre os principais sinais e sintomas da tuberculose, incentivando a procura pelos serviços de saúde diante da presença de casos suspeitos.
“Este precisa ser um trabalho realizado em conjunto, por isso estamos trabalhando as duas pontas, preparando e atualizando nossos profissionais, além de informar a população, pois o diagnóstico precoce, o início oportuno do tratamento e a adesão adequada ao tratamento são estratégias fundamentais para interromper a cadeia de transmissão da doença e garantir a cura do paciente”, explica a secretária de saúde de Araguaína, Dênia Rodrigues.
O que é Tuberculose
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível pelo ar, causada por uma bactéria. A doença afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos e sistemas do corpo humano de forma extrapulmonar. De acordo com o Ministério da Saúde, a forma extrapulmonar ocorre com mais frequência em pessoas vivendo com HIV e aids, especialmente aquelas com imunidade baixa.
“A transmissão da tuberculose acontece por via respiratória, pela eliminação de particular produzidas pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa sem tratamento. Quando outras pessoas respirarem essas partículas, há a possibilidade de se infectarem, por isso o diagnóstico precoce garante um tratamento eficaz e impede a surgimento de novos casos”, reforça Dênia Rodrigues.
O Ministério da Saúde estima que durante um ano, em uma comunidade, uma pessoa com tuberculose pulmonar e/ou laríngea ativa, sem tratamento, e que esteja eliminando aerossóis com bacilos, possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.
Por: Felipe Maranhão | Fotos: Marcos Sandes Filho/Secom Araguaína